Pagar o mínimo da fatura dá uma sensação imediata de alívio — mas é justamente aí que começa uma das dívidas mais caras do dia a dia. O crédito rotativo tem juros altos que se aplicam sobre o que ficou sem pagar, e o valor pode crescer rápido sem você perceber. Aqui você vai entender, sem termos técnicos, como o rotativo funciona, por que ele pesa tanto e o que fazer para sair dele o quanto antes.
O que é o crédito rotativo
Quando você paga qualquer valor menor que o total da fatura, o banco empresta a diferença para você automaticamente. Esse empréstimo é o crédito rotativo, e sobre ele passam a incidir juros e encargos.
O problema é que o rotativo está entre as linhas de crédito mais caras do mercado. Por isso, um valor pequeno que ficou para trás pode crescer rápido de um mês para o outro.
O que a lei mudou desde 2024
Desde janeiro de 2024, a lei limita o total de juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. Na prática, uma dívida de R$ 1.000 no rotativo não pode passar de R$ 2.000 somando juros e encargos. A regra vale para dívidas feitas a partir de 2024.
Além disso, o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o banco precisa oferecer o pagamento total ou um parcelamento, que costuma ter juros menores.
Atenção: O limite de 100% ajuda, mas não torna o rotativo barato: dobrar uma dívida continua sendo um péssimo negócio.
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Por que pagar o mínimo é uma armadilha
Pagar o mínimo dá alívio imediato, mas o restante continua crescendo com juros altos. Se, no mês seguinte, novas compras se somarem a esse saldo, a fatura fica cada vez mais pesada e o ciclo se repete.
Como sair do rotativo
- Pare de usar o cartão enquanto estiver no rotativo, para não somar compras novas à dívida.
- Compare o parcelamento da fatura oferecido pelo banco com um empréstimo pessoal ou consignado. Olhe sempre o Custo Efetivo Total (CET) e escolha o menor.
- Use a portabilidade de crédito: é seu direito levar a dívida para outro banco que cobre juros menores.
- Use dinheiro extra, como o 13º salário ou a restituição do Imposto de Renda, para quitar o saldo.
- Se não conseguir pagar, negocie pelos canais oficiais do banco antes que a dívida cresça mais.
Como usar o cartão sem cair de novo
O cartão de crédito não é o vilão: o problema é usá-lo como se fosse uma extensão do salário. Use um limite que caiba no seu orçamento, acompanhe os gastos pelo aplicativo durante o mês e programe-se para pagar sempre o valor total da fatura.
Aviso: os conteúdos da Nexum Finance têm caráter exclusivamente educacional e informativo e não constituem recomendação de investimento. Antes de tomar decisões, avalie a sua situação e, se necessário, procure orientação profissional.


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